«O próximo Jogos da Fome.»
The Sunday Times
Num mundo pós-apocalíptico, encontramos uma comunidade que tenta sobreviver num gigantesco silo subterrâneo com centenas de níveis, onde milhares de pessoas vivem numa sociedade completamente estratificada e rígida, e onde falar do mundo exterior constitui crime. O exterior é um ambiente inóspito e tóxico, incapaz de albergar a vida. As únicas imagens do que existe lá fora são captadas de forma difusa por câmaras de vigilância que deixam passar um pouco de luz natural para o interior do silo. Contudo há sempre aqueles que têm esperança e sonhos... Há sempre quem se questione. Esses são considerados rebeldes, mentes perigosas que podem perturbar o equilíbrio de forças dentro da comunidade. E a esses é-lhes dado o que pretendem. São enviados para o exterior com a missão de limpar as câmaras, para que a luz volte a reavivar-se dentro do silo. O único problema é que os engenheiros ainda não encontraram maneira de garantir que essas pessoas regressem vivas. Ou, pelo menos, assim se julga... Uma leitura fascinante que nunca para de surpreender o leitor, com personagens bem caracterizadas e um ambiente rico em texturas e notações sensoriais onde paira sempre o mistério sobre o distante apocalipse. Um livro comparado a 1984, de George Orwell, e a Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley.